CÂNCER DE GLÂNDULAS PARÓTIDAS

O que é?

As glândulas parótidas são as maiores glândulas salivares de nosso corpo. São duas e estão localizadas na região do pescoço, logo abaixo e à frente de cada orelha. O tumor que se origina neste órgão não é tão comum quanto outros tipos e representam apenas 6 a 8% de todos aqueles localizados na região da cabeça e pescoço. Têm incidência média de 2,5 a 3 casos por 100.000 habitantes por ano. É importante dizer que de todos os tumores de glândulas salivares, mais de 50% são tumores benignos. Fatores de risco Não há um fator específico definitivo que seja conhecido e responsável por causar o câncer de parótida. Existem, entretanto, alguns fatores de risco que parecem estar relacionados com a doença, como a infecção pelo HIV, a exposição a radiação ionizante, a liga de níquel ou poeira de sílica. Muito raramente, os membros de algumas famílias parecem ter um risco maior do que o habitual de apresentar este tipo de câncer.

Sinais de sintomas

O aparecimento de nódulo ou aumento do tamanho da parótida é a forma de apresentação mais comum. Os tumores geralmente são indolores, ao contrário de processos agudos, como as parotidites, que costumam gerar dor. Outros sintomas que podem estar relacionados são a paralisia facial (formigamentos e dificuldade em mover os músculos do rosto) e o aumento de linfonodos do pescoço.

Diagnóstico

Diante de um tumor em parótida, somente a realização de uma análise do tecido permite determinar se é um tumor benigno ou maligno, neste último caso, um câncer de parótida. A obtenção do material poderá ser realizada com aspiração por agulha fina (PAAF) ou biópsia com agulha grossa guiada por ultrassom. Exames de imagem, como a tomografia e o ultrassom, também são importantes para caracterização da lesão e programação do tratamento. Muitas vezes o diagnóstico histológico é realizado com a análise do espécime cirúrgico já ressecado pelo cirurgião.

Tratamento

A cirurgia é a modalidade de tratamento padrão para o câncer (tumor maligno) de parótida localizado. Entretanto, a radioterapia para tratamento local e o tratamento sistêmico (quimioterapia por exemplo) na doença avançada podem ser aplicados em algumas situações. Para definição da melhor opção de tratamento, o médico levará em consideração a idade e saúde geral do paciente, bem como o tipo de câncer e a extensão da doença. Algumas vezes, dois ou mais destes tratamentos são utilizados em conjunto. Na maioria das vezes, o cirurgião irá remover a parótida associada a algum tecido vizinho como margem de segurança. Caso seja um tumor de alto grau (ou seja, de crescimento rápido) ou já tenha acometido os linfonodos do pescoço, será realizada também a remoção dos gânglios linfáticos. Isto é chamado de linfadenectomia. A radioterapia pode ser usada no lugar da cirurgia em pacientes que não apresentam condições clínicas para se submeterem a um procedimento cirúrgico, ou ainda após a cirurgia, como um tratamento complementar. A quimioterapia é utilizada menos comumente no tratamento do câncer de parótida. Poderá ser indicada para pessoas cujo câncer acometeu órgãos distantes ou cuja doença não pôde ser controlada com a cirurgia e radioterapia. Em casos de câncer de parótida inicial tratados, 91% dos pacientes estarão vivos em cinco anos. Este número cai para cerca de 40% em casos de doença avançada ao diagnóstico.

Texto: Dr Carolina Rutkwoski
Revisao: Dr Alexandre Fonseca